Quando um novo livro vem

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Foto por Suzy Hazelwood em Pexels.com

 

E começa uma nova história…

Sim, estou começando uma nova história. Vez ou outra me vêm novas inspirações e as ideias vão se misturando, excluindo-se, completando-se, encaixando-se. Tenho lido muitas dicas e sugestões dos grandes escritores, tenho prestado bastante atenção nos conselhos de quem já está nessa caminhada há muito mais tempo do que eu.

Uma sugestão me deixou muito impressionado e, não por menos, ela contraria a sugestão de muitos outros tantos “gurus” de escritores que a internet tem. A sugestão veio de Stephen King, portanto, nem preciso justificar porque me impressionou:

“Não anote suas ideias, não ande com um caderno de anotações para toda inspiração que vem. Se a ideia não ficar na sua cabeça, atormentando você dia e noite, acompanhando você como uma sombra, então ela não é digna de ser escrita em um livro.”

(Stephen King, adaptação minha)

Este novo livro vai nascer em uma fase diferente, meus sentimentos, minhas experiências, minha vivência é outra daquela de quando eu escrevi “A cachoeira de prata” (ainda não publicado). Sinto que muita coisa precisa ser dita e sinto que estou pronto para um novo livro.

Já tenho o título, já tenho o final, já tenho o começo e tenho uma pista do que vai se passar no meio…

“O que esperar quando se está esperando?”

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Foto por Serkan Göktay em Pexels.com

Não pude evitar o título desse post! Foi mais forte do que eu…

O lançamento do meu novo livro “As pessoas invisíveis” está se aproximando! Sim, se ainda não te contei, será no dia 01/05/2019 às 15h!!!

Durante esses dias que antecedem ao lançamento, milhares de pensamentos surgiram e continuam a surgir.

Eu nunca fiz um lançamento para o meu primeiro livro “A caminho de Tulani”. Um dia a edição chegou em casa e comecei a mostrá-lo para as pessoas. Muitas destas pessoas nem imaginavam que eu tinha escrito um livro.

Aos poucos, o livro foi se espalhando, não por mérito de meus conhecimentos de marketing, mas graças ao apoio da minha esposa, dos meus irmãos, familiares, amigos e colegas…

Desta vez, o livro nasce diferente: Nasce anunciado! Nasce com data marcada. Porém, ele nasce com a mesma simplicidade, a mesma forma de escrever, o mesmo tom do primeiro livro. Sem pompa, sem ganância, sem intenções maiores.

Em poucos dias ele estará disponível na Amazon, no meio de milhares de outros títulos. Best-sellers estarão lá para mostrar a ele certa superioridade, mas sei que ele não vai se abater. Não, ele é simples, humilde, não se apega à títulos pré definidos e formulados.

O que eu espero? Que este livro encante você. Que ele traga ao seu coração um pouco de descanso em meio à um mundo tão corrido. Que ele traga sorrisos…

Um dos personagens de “As pessoas invisíveis” fez uma pergunta em uma certa manhã: “Você já olhou para o céu hoje?” Parece uma pergunta simples demais, mas é assustador perceber que muitas vezes a resposta para esta pergunta é: “Não… não deu tempo…”

O lançamento está chegando… Eu estou aqui esperando… Que a gente se encontre nas páginas de “As pessoas invisíveis” em breve.

 

 

Conto: A ponta do lápis

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Foto por Pixabay em Pexels.com

Um conto chamado “A ponta do Lápis”

Haveria algum motivo para eu ter sido presenteado com o mais ignorante dos estudantes? Vejo meus colegas, todos acompanhados de sábios.

O caso a seguir se passou no último dia do último semestre da minha experiência acadêmica. Deu-se durante o exame final de Cálculo. Meu inigualável proprietário não estava preparado – ignorante feito uma pedra. Quando as páginas do exame tocaram a mesa, senti o pavor que vinha da pele dele. Seus dedos suavam e eu logo notei o nojento toque. Li calmamente o que fora proposto pela questão. Entendi, compreendi e tracei um caminho lógico a seguir. Meu proprietário não leu, não pensou, não raciocinou. Apenas me tomou com aquela pinça malfeita com o dedo indicador e o polegar, tremendo. Os primeiros traços saíram feito caligrafia infantil. Envergonhei-me imediatamente. Tentei forçar-lhe a mão. “Tome postura!” Aquela era a nossa chance: dele de não ser reprovado, minha de ainda ter um mínimo de dignidade. Os primeiros cálculos que ele me forçou a fazer estavam por nos levar ao fundo do poço, ao buraco. “Você inverteu o sinal!”

Eu sinto saudades da sua irmã mais velha. Eu era dela. Eu tinha amigos de longa data lá. Nós éramos geniais! Um dia ela me emprestou para esse ignorante. Mas, não sou de reclamar o passado, o que escrevi está escrito. Ainda que tenha sido apagado por alguma borracha desaforada. Como tenho raiva daquelas!

Os outros estudantes saíam aos poucos. Ele me entortava, girava a mão estranhamente, mordia a língua, suava. Era cena terrível de ver, quanto mais de participar. Os outros lápis riam. Eu tentava manobras vãs. Por pura iluminação, lembrei-me da história dos velhos pastores, que depois de tentar por várias vezes resgatar ovelhas desgarradas com carinho, quebravam-lhe uma das pequenas patas para que aprendessem. Não havia outro caminho. Prendi a respiração, apertei os nervos e quebrei minha própria ponta. Doeu feito arrancar dente! O ignorante se assustou e deu um salto na cadeira. Congelou-se. O professor permitiu que ele me apontasse.

Eu escorregava num giro inútil no apontador. “É preciso atrito! Pare de suar!” Ele, então, passou as mãos na camisa, deu um inesperado suspiro e conseguiu se acalmar. Acalmando-se, me apontou. Apontando-me, se concentrou. Concentrando-se, entendeu. Os olhos brilharam e ele não suava mais. Senti seu coração acelerar. “Isso!” Ele correu até à mesa. Leu novamente o que já escrevera. Eu olhei para os outros lápis, confiante. Meu proprietário, decidido, tomou a borracha e desfez o absurdo. Como amo as borrachas! Seus movimentos desmentiam sinais invertidos, multiplicações incorretas, caligrafia de criança. Ele decidido, eu motivado. Éramos dupla perfeita. Ele era como um gênio. Conquistaríamos o mundo! Preenchíamos aquele exame, como quem compõe. “Gênio! Belo foi o momento em que sua irmã medíocre me presenteou com este gênio.” Estávamos nos aproximando da vitória. Memória de cálculo intocável. Letra firme e decidida. Ele sorria, confiante, ar de guerreiro romano. Eu realizado, apontado, ereto. De repente, um lápis caiu ao chão. Meu gênio se assustou. “Não! Não se distraia!” Senti o velho suor me tocar outra vez e na hora da conclusão, o ignorante, o pior dono que já tive inverteu o sinal. O positivo se negativou.
(Leo Pessoa)

 

Conto também disponível em: http://www.escritacriativa.com.br/?apid=7464&tipo=1&dt=-1&wd

O mundo mágico dos livros que não saem da minha gaveta

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Foto por Pixabay em Pexels.com

Uma pergunta que me fazem e agora vou responder: Quando virão os meus próximos livros e o porquê da demora em publicá-los?

 

Até hoje, escrevi três livros, somente um deles está publicado: “A caminho de Tulani“. Os outros dois (não publicados) se chamam: “As pessoas invisíveis” e “A cachoeira de prata”.

Acontece que eles já estão escritos e revisados há bastante tempo (e acredite: Bastante tempo mesmo!!) Porém, a publicação independente do meu primeiro livro me ensinou muitas coisas, mas também me sequelou bastante.

Quando a primeira edição chegou, ela veio dentro de uma vã e isso quer dizer que a carga era grande! Logo, o espaço para guardá-la precisava ser grande também. Confissão número 1 deste post: “Eu sou péssimo em divulgação!” Sendo péssimo em divulgação, depois que acabaram os familiares, amigos e conhecidos, continuei tendo estoque (e ainda tenho!) daquela primeira edição.

Eu sou escritor e não sei nada sobre controle de estoque, inventário, armazenamento, etc… e fui ficando frustrado ao ver aquele pequeno estoque de livros de capa laranja por toda a casa: cada porta um pequeno pacote deles.

Quando chegou a hora de publicar “As pessoas invisíveis” eu logo pensei nas consequências espaciais da decisão e desisti temporariamente (nem tão temporariamente assim, pelo visto!) da publicação.

Anos se passaram. Passei um longo tempo sem me preocupar muito com isso. Mas, o estoque continuava lá…

Até que um belo ano surgiu: 2018! Sim… 2018! Um ano onde conheci o Wattpad e o KDP da Amazon (sistema de publicação) e voltei a pensar na possibilidade de publicar meus livros novamente.

Você se lembra da minha primeira confissão deste post? Não? Então, vou repeti-la: “Eu sou péssimo em divulgação!” e esta é a última barreira que nos separa dos livros que estão no mundo mágico das minhas gavetas, dos livros publicados.

Confessar e assumir esta deficiência foi libertador! Hoje estou aprendendo… e isso significa que a publicação do próximo livro está muito próxima! Uma promessa: Não viraremos o ano sem a publicação de “As pessoas invisíveis”! Promessa é dívida e você pode me cobrar! Talvez, você me pergunte: “Mas, não dá pra antecipar?” E eu respondo: “Que ótima pergunta! Claro que dá!” Mas, não vou colocar uma contagem regressiva aqui no site, não por enquanto.

O que você acha?

De quando uma personagem fez pirraça comigo

person s playing chess
Foto por JESHOOTS.com em Pexels.com

Não sei se já te contei esta história, mas enquanto eu escrevia “A caminho de Tulani” uma personagem fez pirraça comigo e foi justamente Paulo!

 

É isso mesmo!

Para todo lado que vou: blogs, YouTube, sites, etc… vejo sempre as pessoas dizendo sobre a importância de se planejar um livro, cada cena, o que vai acontecer na cena seguinte.

Concordo com todos, discordo de alguns. Entretanto, eu tenho a impressão de que na vida real, quando você realmente senta diante de um papel em branco, aí é com você.

Eu não vou dar nenhum spoiler (intencional) sobre o livro, mas aconteceu enquanto eu escrevia “A caminho de Tulani”.

Tudo estava planejado, o que iria acontecer e como… Acontece que de uma forma inexplicável, as personagens tomam vida e têm vontades. Eu estava em um ritmo de escrita muito bom. Escrevia sem parar, sem voltar, sem apagar nada. Tudo ia bem. Até que um determinado acontecimento na história me bloqueou!

Sim, tomei uma decisão por Paulo e logo depois fiquei bloqueado. Paulo literalmente não saia do lugar (e dá para perceber isso na cena!). Ele estava fazendo pirraça comigo. Eu achei que era o dono do destino dele, mas estava errado, meus amigos!!

Eu precisei voltar (e isso também está claro na cena) e desfazer a decisão.

O ritmo voltou e tudo fluiu.

Paulo fez pirraça, mas sua decisão foi muito melhor do que a minha. Eu não consigo imaginar a continuação da história sem o que ele mudou nessa cena…

Você já leu o livro? Você consegue descobrir sobre qual cena estou falando?

Meu livro na Amazon e no clube de autores!

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Foto por freestocks.org em Pexels.com

Eu tenho uma grande novidade!

Meu livro “A caminho de Tulani” está disponível para venda em dois formatos: Livro físico e digital e está sendo vendido e distribuído pela Amazon.com.br e pelo Clube de autores!

Agora é possível ler o livro no Kindle ou, se você preferir, em uma versão física convencional e, claro, a versão do Wattpad continua disponível!!

Gostou desta novidade? Compartilhe comigo e com quem deveria saber disso…

 

 

 

A chuva

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Uma poesia sobre a chuva

 

Hoje chove nas terras de cá
Me viro para os céus, mas logo fecho os olhos.
A água é doce, apesar da acidez do mundo.
Nada me é mais importante do que este primeiro momento
A chuva, nova e tardia, irriga agora o que então era seco.
Leva longe todo um tempo de aquecimento
e renova um ciclo cada vez mais irregular.
Hoje chove nas terras de cá
Não é nenhuma novidade, apesar da escassez
esperar que chova por mais longos dias.
O clima de paz engana os desavisados.
Os avisos deixados são claros, mas invisíveis.
Reduzimos nosso próprio lugar, a pó, fumaça e loucuras
Me viro para os céus incrédulo,
afinal raras são as chuvas hoje em dia
A chuva leva longe tudo,
A chuva as esperanças devolve.
A chuva…

Frase para os sonhadores

Then you better start swimmin’ or you’ll sink like a stone

(Bob Dylan)

Nós sonhadores temos a tendência de sonhar muito e lutar pouco… Sim! Nós temos!

Esta frase é, portanto, para cada um de nós! Nós precisamos aprender a nadar… Se não, afundaremos feito pedra! Sonhar é essencial, mas precisamos lutar acordados por tudo o que queremos. Aprender, suar, dedicar, insistir!

Meus livros na sua estante: um sonho!

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Há muito tempo escrevo. Lembro-me de escrever à lápis frases tantas nas carteiras da escola; lembro-me de escrever pequenos trechos de histórias que nunca vingaram; lembro-me da primeira vez que escrevi o nome “Tulani”! Era janeiro, era 2006…

Hoje inicio este site. Um lugar para compartilhar com vocês ideias, notícias, aventuras e novidades sobre os meus livros. Espero que seja um lugar para trazer a você um pouco de descanso e alegria. Pretendo deixar aqui algumas poesias também.

Posso contar pra você um sonho que tenho? Ter meus livros na sua estante.

Fique à vontade e seja muito bem-vindo aqui! Seus comentários serão sempre muito bem-vindos. Prometo fazer valer a pena cada visita aqui.

Um abraço,

Leo Pessoa


Poesia sobre o tempo

 

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Foto por Pixabay em Pexels.com

Para estrear o site, uma poesia rapidinha…

Poesia sobre o tempo

Quem foi que passou?
Estive olhando para o lado e não vi.
Me parece que foi correndo,
Não entendo a pressa que se tem.
Passou como um vulto e não vi.
Estive olhando para o lado…
Afinal, quem foi que passou?
Ninguém percebeu, mas eu sei que passou
Tinha um barulho batido,
Um ritmo corrido,
Passou como um vulto e (é pena) eu não vi…
Quem foi que passou?
Dou dinheiro a quem saiba,
Pago na mesma hora
Só me diga quem foi afinal que passou?
Mas ninguém percebeu e eu mesmo não vi.
Tinha um barulho batido?
Um Ritmo corrido?
Ah! Eu já sei,
Quem passou foi o tempo.