6 atitudes para uma vida mais leve

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As embarcações quando estão em alguma situação de crise, precisam se livrar de peso extra para conseguirem seguir seu caminho… Aqui temos seis atitudes para termos uma vida mais leve, ou seja, livre de pesos desnecessários.

1. Seja bondoso

Você já imaginou quantas pessoas poderiam melhorar de vida somente com sua ajuda? Ser bondoso é algo fora de moda hoje em dia, mas não significa que essa característica tenha perdido a importância! Pelo contrário, quanto menos pessoas bondosas existirem no mundo, mais precisaremos delas.

As pessoas têm fome, sede, sentem frio, solidão e precisam (ainda que não saibam) de uma mão acolhedora. Não somente isso, ser bondoso vai além das atitudes materiais, muitas vezes nós temos conhecimentos e experiências que deveriam ser compartilhadas com os outros para que eles cresçam. Já pensou em compartilhar experiências e conhecimento com os menos favorecidos? Você não acreditaria no poder que sua experiência de vida e testemunho têm sobre os outros!

O que acha de começarmos a abrir os nossos olhos para as oportunidades que existem ao nosso redor para sermos bondosos? Basta olhar que encontraremos muitas oportunidades diárias.

2. Não julgue

O juiz ou o árbitro têm poderes para julgar um comportamento na área em que a eles compete. Um árbitro de futebol não pode julgar um lance de basquete, ele não tem atribuições para isso. É simples e fácil compreender os motivos, não é? Ele não tem todas as informações e conhecimentos necessários para agir ali.

Neste caso, por que nos sentimos tão à vontade para julgar as pessoas ao nosso redor? Com naturalidade, abrimos a boca e julgamos cada detalhe do comportamento dos outros, mas nos esquecemos que não recebemos nenhuma atribuição para essa tarefa. Nós não fomos constituídos juízes da humanidade, nem dos nossos familiares, tampouco dos nossos amigos. Acredite, tirar o fardo de juízes das nossas costas será libertador! Poder olhar para as pessoas e simplesmente entender que cada um está em um passo do caminho, que cada um tem uma experiência de vida e que, na maioria das vezes, as pessoas não querem errar será uma forma muito mais leve de viver e, principalmente, conviver com os outros.

Vale o exercício. Da próxima vez que você sentir uma necessidade crescente de julgar o comportamento de alguém, lembre-se de experimentar a liberdade de compreender ao invés de combater.

3. Não condene

Se julgar os outros é um peso que não deveríamos carregar, imagine condenar?

Condenar alguém é definir uma sentença. Algo que não tem volta, algo definitivo. Nós nunca seremos capazes de definir o futuro de alguém. Uma pessoa tem a capacidade ou, antes, a possibilidade de mudar de vida até o seu último suspiro. Quem somos nós para acharmos que, com muito pouco conhecimento sobre alguém, somos aptos a julgá-lo e condená-lo a uma sentença? Não sejamos tão radicais ou ignorantes. Deixemos que o caminho mostre, ensine, caleje àqueles que ainda não aprenderam algo que já experimentamos. O caminho ensina, a condenação destrói.

4. Perdoe

Perdoar é provavelmente o verbo mais injusto do nosso dicionário. Nós estamos acostumados às dívidas. A lógica da dívida é clara: Quando você deve alguém, você paga (muitas vezes com juros!). Quando alguém deve você, você cobra (muitas vezes com juros!). Sempre foi assim. Todos os relatos da história da humanidade mostram que esta lógica sempre existiu.

Por isso, o verbo “perdoar” é o mais injusto do nosso vocabulário! Quando perdoamos, aceitamos o fato de que a dívida nunca será paga. Nós deixamos aquele que nos deve na condição de quitado e não recebemos de volta o que por direito seria nosso.

Muitas pessoas não perdoam às outras por causa dessa lógica: a lógica da dívida. Afinal, estamos acostumados com ela. Uma lógica justa, não é mesmo?

Acontece que a lógica das dívidas materiais não deveriam ser aplicadas nas dívidas emocionais. Não há como pagar uma dívida emocional. Sempre que tentamos pagar “com a mesma moeda” uma dívida emocional, agimos de forma desproporcional e devolvemos algo pior do que o fato original e entramos em uma bola de neve.

Perdoar uma dívida emocional é essencial para uma vida mais leve. Na maioria das vezes, quem nos causou o dano emocional, nem se lembra do ocorrido, a vida daquela pessoa já seguiu adiante, ela já está em outros mares, mas nós permanecemos atracados à dor, à mágoa, ao ressentimento. Faça um favor para você mesmo: Perdoe! Liberte-se do passado, aprenda com o ocorrido e siga adiante. O perdão não é um sentimento que vai brotar no seu coração um dia no futuro. O perdão é uma decisão. Você aceita que a dívida já foi paga e segue adiante. Tome a decisão hoje… Liberte-se da prisão do ressentimento.

5. Dê

Você é um lutador e as coisas que você conquistou são mais que merecidamente suas. Sua história de vida, suas noites em claro buscando, lutando e correndo atrás de seus sonhos, suas dores no caminho, suas perdas valeram a pena e você alcançou ou está alcançando seus objetivos.

Para muitas pessoas, a luta mesmo que travada com todas as forças, não é o suficiente. Algumas vezes, é preciso que alguém estenda a mão e ajude. O nosso mundo está longe de ser justo e a diferença social que existe é assustadora. Ainda que tenhamos lutado muito, precisamos agradecer por ter conseguido algo neste mundo injusto e precisamos compreender que muitas pessoas precisam de nossa ajuda, pois não tiveram o mesmo resultado que nós. Portanto, dar é algo que precisamos colocar em nossa rotina.

O melhor dessa proposta é que se decidirmos ser sempre bondosos, nunca julgarmos ou condenarmos ninguém, seremos capazes de dar sem pensar duas vezes. Nós não nascemos para vivermos sozinhos, isoladamente. Somos seres sociais e isso nos coloca na proximidade dos irmãos que precisam da nossa ajuda. Nossas vidas também ficarão mais leves sabendo que estamos ajudando outra(s) pessoa(s) a crescer um pouco mais, a ter(em) um pouco mais de dignidade. Quem sabe se o seu ato será aquele pelo qual a pessoa tem esperado para sair da situação em que ela se encontra hoje?

6. Não meça as pessoas

Quantas vezes nos pegamos criticando os outros por algo que às vezes nós mesmos cometemos? Quantas vezes usamos uma medida muito severa e crítica para os outros e nos deixamos livres desta mesma medida? O que acha de nos livrarmos também deste peso e entendermos finalmente que cada pessoa é única e insubstituível? O peso da medida é grande, dá trabalho, pesa, incomoda… Compreender as pessoas e aceita-las é leve e também libertador.

O que você acha dessas 6 atitudes? Vamos praticá-las a partir de hoje?

Foto por Emre Kuzu em Pexels.com


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