6 atitudes para uma vida mais leve

hot air balloon on mid air above rock formation

Foto por Emre Kuzu em Pexels.com

As embarcações quando estão em alguma situação de crise, precisam se livrar de peso extra para conseguirem seguir seu caminho… Aqui temos seis atitudes para termos uma vida mais leve, ou seja, livre de pesos desnecessários:

1. Seja bondoso

Você já imaginou quantas pessoas poderiam melhorar de vida somente com sua ajuda? Ser bondoso é algo fora de moda hoje em dia, mas não significa que essa característica tenha perdido a importância! Pelo contrário, quanto menos pessoas bondosas existirem no mundo, mais precisaremos delas.

As pessoas têm fome, sede, sentem frio, solidão e precisam (ainda que não saibam) de uma mão acolhedora. Não somente isso, ser bondoso vai além das atitudes materiais, muitas vezes nós temos conhecimentos e experiências que deveriam ser compartilhadas com os outros para que eles cresçam. Já pensou em compartilhar experiências e conhecimento com os menos favorecidos? Você não acreditaria no poder que sua experiência de vida e testemunho têm sobre os outros!

O que acha de começarmos a abrir os nossos olhos para as oportunidades que existem ao nosso redor para sermos bondosos? Basta olhar que encontraremos muitas oportunidades diárias.

2. Não julgue

O juiz ou o árbitro têm poderes para julgar um comportamento na área em que a eles compete. Um árbitro de futebol não pode julgar um lance de basquete, ele não tem atribuições para isso. É simples e fácil compreender os motivos, não é? Ele não tem todas as informações e conhecimentos necessários para agir ali.

Neste caso, por que nos sentimos tão à vontade para julgar as pessoas ao nosso redor? Com naturalidade, abrimos a boca e julgamos cada detalhe do comportamento dos outros, mas nos esquecemos que não recebemos nenhuma atribuição para essa tarefa. Nós não fomos constituídos juízes da humanidade, nem dos nossos familiares, tampouco dos nossos amigos. Acredite, tirar o fardo de juízes das nossas costas será libertador! Poder olhar para as pessoas e simplesmente entender que cada um está em um passo do caminho, que cada um tem uma experiência de vida e que, na maioria das vezes, as pessoas não querem errar será uma forma muito mais leve de viver e, principalmente, conviver com os outros.

Vale o exercício. Da próxima vez que você sentir uma necessidade crescente de julgar o comportamento de alguém, lembre-se de experimentar a liberdade de compreender ao invés de combater.

3. Não condene

Se julgar os outros é um peso que não deveríamos carregar, imagine condenar?

Condenar alguém é definir uma sentença. Algo que não tem volta, algo definitivo. Nós nunca seremos capazes de definir o futuro de alguém. Uma pessoa tem a capacidade ou, antes, a possibilidade de mudar de vida até o seu último suspiro. Quem somos nós para acharmos que, com muito pouco conhecimento sobre alguém, somos aptos a julgá-lo e condená-lo a uma sentença? Não sejamos tão radicais ou ignorantes. Deixemos que o caminho mostre, ensine, caleje àqueles que ainda não aprenderam algo que já experimentamos. O caminho ensina, a condenação destrói.

4. Perdoe

Perdoar é provavelmente o verbo mais injusto do nosso dicionário. Nós estamos acostumados às dívidas. A lógica da dívida é clara: Quando você deve alguém, você paga (muitas vezes com juros!). Quando alguém deve você, você cobra (muitas vezes com juros!). Sempre foi assim. Todos os relatos da história da humanidade mostram que esta lógica sempre existiu.

Por isso, o verbo “perdoar” é o mais injusto do nosso vocabulário! Quando perdoamos, aceitamos o fato de que a dívida nunca será paga. Nós deixamos aquele que nos deve na condição de quitado e não recebemos de volta o que por direito seria nosso.

Muitas pessoas não perdoam às outras por causa dessa lógica: a lógica da dívida. Afinal, estamos acostumados com ela. Uma lógica justa, não é mesmo?

Acontece que a lógica das dívidas materiais não deveriam ser aplicadas nas dívidas emocionais. Não há como pagar uma dívida emocional. Sempre que tentamos pagar “com a mesma moeda” uma dívida emocional, agimos de forma desproporcional e devolvemos algo pior do que o fato original e entramos em uma bola de neve.

Perdoar uma dívida emocional é essencial para uma vida mais leve. Na maioria das vezes, quem nos causou o dano emocional, nem se lembra do ocorrido, a vida daquela pessoa já seguiu adiante, ela já está em outros mares, mas nós permanecemos atracados à dor, à mágoa, ao ressentimento. Faça um favor para você mesmo: Perdoe! Liberte-se do passado, aprenda com o ocorrido e siga adiante. O perdão não é um sentimento que vai brotar no seu coração um dia no futuro. O perdão é uma decisão. Você aceita que a dívida já foi paga e segue adiante. Tome a decisão hoje… Liberte-se da prisão do ressentimento.

5. Dê

Você é um lutador e as coisas que você conquistou são mais que merecidamente suas. Sua história de vida, suas noites em claro buscando, lutando e correndo atrás de seus sonhos, suas dores no caminho, suas perdas valeram a pena e você alcançou ou está alcançando seus objetivos.

Para muitas pessoas, a luta mesmo que travada com todas as forças, não é o suficiente. Algumas vezes, é preciso que alguém estenda a mão e ajude. O nosso mundo está longe de ser justo e a diferença social que existe é assustadora. Ainda que tenhamos lutado muito, precisamos agradecer por ter conseguido algo neste mundo injusto e precisamos compreender que muitas pessoas precisam de nossa ajuda, pois não tiveram o mesmo resultado que nós. Portanto, dar é algo que precisamos colocar em nossa rotina.

O melhor dessa proposta é que se decidirmos ser sempre bondosos, nunca julgarmos ou condenarmos ninguém, seremos capazes de dar sem pensar duas vezes. Nós não nascemos para vivermos sozinhos, isoladamente. Somos seres sociais e isso nos coloca na proximidade dos irmãos que precisam da nossa ajuda. Nossas vidas também ficarão mais leves sabendo que estamos ajudando outra(s) pessoa(s) a crescer um pouco mais, a ter(em) um pouco mais de dignidade. Quem sabe se o seu ato será aquele pelo qual a pessoa tem esperado para sair da situação em que ela se encontra hoje?

6. Não meça as pessoas

Quantas vezes nos pegamos criticando os outros por algo que às vezes nós mesmos cometemos? Quantas vezes usamos uma medida muito severa e crítica para os outros e nos deixamos livres desta mesma medida? O que acha de nos livrarmos também deste peso e entendermos finalmente que cada pessoa é única e insubstituível? O peso da medida é grande, dá trabalho, pesa, incomoda… Compreender as pessoas e aceita-las é leve e também libertador.

O que você acha dessas 6 atitudes? Vamos praticá-las a partir de hoje?

Fechado para balanço

Foto por David McEachan em Pexels.com

Os mercados e as lojas separam alguns dias do ano para o que eles chamam de “balanço”. Fecham as portas para o público externo para contar e recontar as mercadorias. O balanço é essencial para o comércio, pois conseguem entender quanto, o que e em quais condições se encontram as mercadorias. Muita coisa se descobre e muita análise é feita sobre a forma como aquele estabelecimento tem feito seus negócios.

Como seria benéfico para todos nós se compreendêssemos a importância que o balanço tem também em nossas vidas!
Nós nos acostumamos com a correria dos compromissos, com o barulho das ruas e das conversas. Nós nos deixamos levar pelo movimento do trânsito, das atividades, das reuniões e dos bares. “A vida corrida!” como dizemos com certa frequência…

Acontece que neste movimento ininterrupto de nossas vidas deixamos muita coisa entrar nos nossos corações inadvertidamente: rancor, maus pensamentos, medos, incompreensões, mágoas. E estes sentimentos são como árvores. Primeiro vem a inofensiva semente que encontra terreno onde possa lançar suas futuras raízes, depois vem a planta e seu tronco crescendo sem cessar e aquela semente quase invisível se torna uma imensa planta.

Imagine pois, o tamanho de uma floresta onde ninguém poda as árvores? Imagine a bagunça de um mercado que não faz o tão necessário balanço?
Assim também é nossa vida interior se nos deixarmos levar pela pressa de chegar. Vamos ser abafados pelas imensas árvores dos sentimentos ruins. Vamos ser desconhecidos de nós mesmos, pessoas que não sabem o que sentem.

Fazer o balanço significa se retirar por um tempo e olhar para dentro de si:

  • Quais pensamentos têm me tirado o sono? O que os provoca?
  • Quais sentimentos estão tomando minha alegria? Quando foi que eles entraram?
  • O que eu gosto? O que eu não gosto?
  • Por que meu coração tem andado tão acelerado? O que ele tem tentado me dizer?
  • Quem eu preciso perdoar para recomeçar?
  • Quais ressentimentos batem à minha porta todos os dias?
  • Quem e como eu tenho magoado as pessoas?
  • Quais vícios eu desenvolvi e como me livro deles?
  • Como está o amor que sinto por mim mesmo?

O balanço exige renúncia. O comércio renuncia ao lucro enquanto de portas fechadas, porque sabe do benefício futuro.

O que você acha de agendar seu balanço interior? Quem sabe ele não comece hoje mesmo? Amanhã? Feche as portas por um breve momento, conte, reconte e analise o que tem acontecido com você. Depois volte com mais força, mais energia, mais tranquilidade e principalmente, com mais amor próprio. O balanço mostrará o que tem sobrado, o que tem faltado e o que é preciso fazer daqui pra frente para que as coisas melhorem e se perguntarem porque você sumiu, responda sorrindo: “eu estava fechado(a) para balanço!”

“Renuncie a si mesmo”

 

photo of an abandoned workspace
Foto por Sander em Pexels.com

Você conhece um acumulador? Você é um acumulador?

Imagine um quarto cheio de objetos. Ao ponto de não ter mais como passar por ele para abrir a janela. Portanto, um quarto escuro, sem ventilação, sem passagem e cheio de toda sorte de objetos, acumulados ao longo do tempo. Objetos que, de uma forma ou de outra, ligam você ao passado, às pessoas, à sua história.

Os seus familiares e amigos começam a sugerir a você que está na hora de fazer uma faxina, doar alguns objetos, vender outros. Eles dizem que é preciso desapegar!

Você imediatamente se recusa. Não é possível que alguém sugira algo tão incabível! Afinal, toda a sua história está ali dentro, todo o seu passado. Cada objeto, uma lembrança.

Porém, os dias vão passando e você começa a pensar um pouco melhor na sugestão deles. A alegria e o comodismo de olhar para os objetos ali armazenados, agora dão lugar a um incômodo sentimento de bagunça, desequilibro, falta de ar.

Ainda resistindo, você começa a retirar um e outro objeto e, ainda em dor, começa a se desapegar deles: uma caixa para doação e uma caixa para venda começam a se encher. Você reluta em abandonar alguns dos objetos mais significativos, deixa-os para depois, mas finalmente consegue limpar todo o quarto que agora está limpo e vazio. Neste momento, você abre a janela e um ar puro e renovador entra por todo o cômodo e revitaliza aquele velho ambiente. O antigo quarto velho e abandonado dá lugar ao novo!

A nossa vida interior é exatamente igual! Nós somos capazes de carregar ao longo da vida muitos sentimentos e isso é ótimo. Acontece que entre estes sentimentos, nós somos carregamos e guardamos muitos sentimentos ruins: mágoa, ressentimento, rancor, ódio, culpa  e estes são os sentimentos que ocupam nosso quarto interior fazendo com que ele seja um quarto de bagunça, onde não há por onde passar, onde falta ar e entrada de luz.

Nós precisamos fazer uma faxina interior, mesmo sentindo dor e relutando, nós precisamos entrar no quarto, ver tudo o que guardamos durante a caminhada e decidir pelo desapego. Entretanto, para isso, nós precisamos de algo essencial: Renunciar a nós mesmos! Isso mesmo! Nós precisamos abrir mão do orgulho para termos coragem de decidir: “Aquele acontecimento passado não vai mais me atormentar!; “O que aquela pessoa fez comigo foi terrível, eu sofri, desabei, mas não há nada que eu possa fazer para mudar o passado. Então, decido que esse ressentimento não vai mais atormentar meu presente e assombrar o meu futuro!”

Não é fácil colocar pra fora do nosso quarto interior as coisas que carregamos há tanto tempo, mas é libertador. O quarto fica limpo, organizado, arejado e iluminado. Pronto para viver novas coisas, novas aventuras e novas experiências.

“O passado é uma roupa que não nos serve mais!” (Belchior)

O passado pode ter sido cruel conosco, mas ele não volta. Não há nada que possamos fazer para mudá-lo. O que nos resta é decidir com força, fé, coragem e esperança que ele não pode mais nos afetar no presente. Pois, hoje somos pessoas diferentes do que éramos naquela época e precisamos ter um quarto limpo para um futuro melhor.

Leo Pessoa

 

Quando um novo livro vem

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Foto por Suzy Hazelwood em Pexels.com

 

E começa uma nova história…

Sim, estou começando uma nova história. Vez ou outra me vêm novas inspirações e as ideias vão se misturando, excluindo-se, completando-se, encaixando-se. Tenho lido muitas dicas e sugestões dos grandes escritores, tenho prestado bastante atenção nos conselhos de quem já está nessa caminhada há muito mais tempo do que eu.

Uma sugestão me deixou muito impressionado e, não por menos, ela contraria a sugestão de muitos outros tantos “gurus” de escritores que a internet tem. A sugestão veio de Stephen King, portanto, nem preciso justificar porque me impressionou:

“Não anote suas ideias, não ande com um caderno de anotações para toda inspiração que vem. Se a ideia não ficar na sua cabeça, atormentando você dia e noite, acompanhando você como uma sombra, então ela não é digna de ser escrita em um livro.”

(Stephen King, adaptação minha)

Este novo livro vai nascer em uma fase diferente, meus sentimentos, minhas experiências, minha vivência é outra daquela de quando eu escrevi “A cachoeira de prata” (ainda não publicado). Sinto que muita coisa precisa ser dita e sinto que estou pronto para um novo livro.

Já tenho o título, já tenho o final, já tenho o começo e tenho uma pista do que vai se passar no meio…

“O que esperar quando se está esperando?”

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Foto por Serkan Göktay em Pexels.com

Não pude evitar o título desse post! Foi mais forte do que eu…

O lançamento do meu novo livro “As pessoas invisíveis” está se aproximando! Sim, se ainda não te contei, será no dia 01/05/2019 às 15h!!!

Durante esses dias que antecedem ao lançamento, milhares de pensamentos surgiram e continuam a surgir.

Eu nunca fiz um lançamento para o meu primeiro livro “A caminho de Tulani”. Um dia a edição chegou em casa e comecei a mostrá-lo para as pessoas. Muitas destas pessoas nem imaginavam que eu tinha escrito um livro.

Aos poucos, o livro foi se espalhando, não por mérito de meus conhecimentos de marketing, mas graças ao apoio da minha esposa, dos meus irmãos, familiares, amigos e colegas…

Desta vez, o livro nasce diferente: Nasce anunciado! Nasce com data marcada. Porém, ele nasce com a mesma simplicidade, a mesma forma de escrever, o mesmo tom do primeiro livro. Sem pompa, sem ganância, sem intenções maiores.

Em poucos dias ele estará disponível na Amazon, no meio de milhares de outros títulos. Best-sellers estarão lá para mostrar a ele certa superioridade, mas sei que ele não vai se abater. Não, ele é simples, humilde, não se apega à títulos pré definidos e formulados.

O que eu espero? Que este livro encante você. Que ele traga ao seu coração um pouco de descanso em meio à um mundo tão corrido. Que ele traga sorrisos…

Um dos personagens de “As pessoas invisíveis” fez uma pergunta em uma certa manhã: “Você já olhou para o céu hoje?” Parece uma pergunta simples demais, mas é assustador perceber que muitas vezes a resposta para esta pergunta é: “Não… não deu tempo…”

O lançamento está chegando… Eu estou aqui esperando… Que a gente se encontre nas páginas de “As pessoas invisíveis” em breve.

 

 

Conto: A ponta do lápis

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Foto por Pixabay em Pexels.com

Um conto chamado “A ponta do Lápis”

Haveria algum motivo para eu ter sido presenteado com o mais ignorante dos estudantes? Vejo meus colegas, todos acompanhados de sábios.

O caso a seguir se passou no último dia do último semestre da minha experiência acadêmica. Deu-se durante o exame final de Cálculo. Meu inigualável proprietário não estava preparado – ignorante feito uma pedra. Quando as páginas do exame tocaram a mesa, senti o pavor que vinha da pele dele. Seus dedos suavam e eu logo notei o nojento toque. Li calmamente o que fora proposto pela questão. Entendi, compreendi e tracei um caminho lógico a seguir. Meu proprietário não leu, não pensou, não raciocinou. Apenas me tomou com aquela pinça malfeita com o dedo indicador e o polegar, tremendo. Os primeiros traços saíram feito caligrafia infantil. Envergonhei-me imediatamente. Tentei forçar-lhe a mão. “Tome postura!” Aquela era a nossa chance: dele de não ser reprovado, minha de ainda ter um mínimo de dignidade. Os primeiros cálculos que ele me forçou a fazer estavam por nos levar ao fundo do poço, ao buraco. “Você inverteu o sinal!”

Eu sinto saudades da sua irmã mais velha. Eu era dela. Eu tinha amigos de longa data lá. Nós éramos geniais! Um dia ela me emprestou para esse ignorante. Mas, não sou de reclamar o passado, o que escrevi está escrito. Ainda que tenha sido apagado por alguma borracha desaforada. Como tenho raiva daquelas!

Os outros estudantes saíam aos poucos. Ele me entortava, girava a mão estranhamente, mordia a língua, suava. Era cena terrível de ver, quanto mais de participar. Os outros lápis riam. Eu tentava manobras vãs. Por pura iluminação, lembrei-me da história dos velhos pastores, que depois de tentar por várias vezes resgatar ovelhas desgarradas com carinho, quebravam-lhe uma das pequenas patas para que aprendessem. Não havia outro caminho. Prendi a respiração, apertei os nervos e quebrei minha própria ponta. Doeu feito arrancar dente! O ignorante se assustou e deu um salto na cadeira. Congelou-se. O professor permitiu que ele me apontasse.

Eu escorregava num giro inútil no apontador. “É preciso atrito! Pare de suar!” Ele, então, passou as mãos na camisa, deu um inesperado suspiro e conseguiu se acalmar. Acalmando-se, me apontou. Apontando-me, se concentrou. Concentrando-se, entendeu. Os olhos brilharam e ele não suava mais. Senti seu coração acelerar. “Isso!” Ele correu até à mesa. Leu novamente o que já escrevera. Eu olhei para os outros lápis, confiante. Meu proprietário, decidido, tomou a borracha e desfez o absurdo. Como amo as borrachas! Seus movimentos desmentiam sinais invertidos, multiplicações incorretas, caligrafia de criança. Ele decidido, eu motivado. Éramos dupla perfeita. Ele era como um gênio. Conquistaríamos o mundo! Preenchíamos aquele exame, como quem compõe. “Gênio! Belo foi o momento em que sua irmã medíocre me presenteou com este gênio.” Estávamos nos aproximando da vitória. Memória de cálculo intocável. Letra firme e decidida. Ele sorria, confiante, ar de guerreiro romano. Eu realizado, apontado, ereto. De repente, um lápis caiu ao chão. Meu gênio se assustou. “Não! Não se distraia!” Senti o velho suor me tocar outra vez e na hora da conclusão, o ignorante, o pior dono que já tive inverteu o sinal. O positivo se negativou.
(Leo Pessoa)

 

Conto também disponível em: http://www.escritacriativa.com.br/?apid=7464&tipo=1&dt=-1&wd

O mundo mágico dos livros que não saem da minha gaveta

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Foto por Pixabay em Pexels.com

Uma pergunta que me fazem e agora vou responder: Quando virão os meus próximos livros e o porquê da demora em publicá-los?

 

Até hoje, escrevi três livros, somente um deles está publicado: “A caminho de Tulani“. Os outros dois (não publicados) se chamam: “As pessoas invisíveis” e “A cachoeira de prata”.

Acontece que eles já estão escritos e revisados há bastante tempo (e acredite: Bastante tempo mesmo!!) Porém, a publicação independente do meu primeiro livro me ensinou muitas coisas, mas também me sequelou bastante.

Quando a primeira edição chegou, ela veio dentro de uma vã e isso quer dizer que a carga era grande! Logo, o espaço para guardá-la precisava ser grande também. Confissão número 1 deste post: “Eu sou péssimo em divulgação!” Sendo péssimo em divulgação, depois que acabaram os familiares, amigos e conhecidos, continuei tendo estoque (e ainda tenho!) daquela primeira edição.

Eu sou escritor e não sei nada sobre controle de estoque, inventário, armazenamento, etc… e fui ficando frustrado ao ver aquele pequeno estoque de livros de capa laranja por toda a casa: cada porta um pequeno pacote deles.

Quando chegou a hora de publicar “As pessoas invisíveis” eu logo pensei nas consequências espaciais da decisão e desisti temporariamente (nem tão temporariamente assim, pelo visto!) da publicação.

Anos se passaram. Passei um longo tempo sem me preocupar muito com isso. Mas, o estoque continuava lá…

Até que um belo ano surgiu: 2018! Sim… 2018! Um ano onde conheci o Wattpad e o KDP da Amazon (sistema de publicação) e voltei a pensar na possibilidade de publicar meus livros novamente.

Você se lembra da minha primeira confissão deste post? Não? Então, vou repeti-la: “Eu sou péssimo em divulgação!” e esta é a última barreira que nos separa dos livros que estão no mundo mágico das minhas gavetas, dos livros publicados.

Confessar e assumir esta deficiência foi libertador! Hoje estou aprendendo… e isso significa que a publicação do próximo livro está muito próxima! Uma promessa: Não viraremos o ano sem a publicação de “As pessoas invisíveis”! Promessa é dívida e você pode me cobrar! Talvez, você me pergunte: “Mas, não dá pra antecipar?” E eu respondo: “Que ótima pergunta! Claro que dá!” Mas, não vou colocar uma contagem regressiva aqui no site, não por enquanto.

O que você acha?

De quando uma personagem fez pirraça comigo

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Foto por JESHOOTS.com em Pexels.com

Não sei se já te contei esta história, mas enquanto eu escrevia “A caminho de Tulani” uma personagem fez pirraça comigo e foi justamente Paulo!

 

É isso mesmo!

Para todo lado que vou: blogs, YouTube, sites, etc… vejo sempre as pessoas dizendo sobre a importância de se planejar um livro, cada cena, o que vai acontecer na cena seguinte.

Concordo com todos, discordo de alguns. Entretanto, eu tenho a impressão de que na vida real, quando você realmente senta diante de um papel em branco, aí é com você.

Eu não vou dar nenhum spoiler (intencional) sobre o livro, mas aconteceu enquanto eu escrevia “A caminho de Tulani”.

Tudo estava planejado, o que iria acontecer e como… Acontece que de uma forma inexplicável, as personagens tomam vida e têm vontades. Eu estava em um ritmo de escrita muito bom. Escrevia sem parar, sem voltar, sem apagar nada. Tudo ia bem. Até que um determinado acontecimento na história me bloqueou!

Sim, tomei uma decisão por Paulo e logo depois fiquei bloqueado. Paulo literalmente não saia do lugar (e dá para perceber isso na cena!). Ele estava fazendo pirraça comigo. Eu achei que era o dono do destino dele, mas estava errado, meus amigos!!

Eu precisei voltar (e isso também está claro na cena) e desfazer a decisão.

O ritmo voltou e tudo fluiu.

Paulo fez pirraça, mas sua decisão foi muito melhor do que a minha. Eu não consigo imaginar a continuação da história sem o que ele mudou nessa cena…

Você já leu o livro? Você consegue descobrir sobre qual cena estou falando?

Meu livro na Amazon e no clube de autores!

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Foto por freestocks.org em Pexels.com

Eu tenho uma grande novidade!

Meu livro “A caminho de Tulani” está disponível para venda em dois formatos: Livro físico e digital e está sendo vendido e distribuído pela Amazon.com.br e pelo Clube de autores!

Agora é possível ler o livro no Kindle ou, se você preferir, em uma versão física convencional e, claro, a versão do Wattpad continua disponível!!

Gostou desta novidade? Compartilhe comigo e com quem deveria saber disso…

 

 

 

Frase para os sonhadores

Then you better start swimmin’ or you’ll sink like a stone

(Bob Dylan)

Nós sonhadores temos a tendência de sonhar muito e lutar pouco… Sim! Nós temos!

Esta frase é, portanto, para cada um de nós! Nós precisamos aprender a nadar… Se não, afundaremos feito pedra! Sonhar é essencial, mas precisamos lutar acordados por tudo o que queremos. Aprender, suar, dedicar, insistir!

Meus livros na sua estante: um sonho!

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Há muito tempo escrevo. Lembro-me de escrever à lápis frases tantas nas carteiras da escola; lembro-me de escrever pequenos trechos de histórias que nunca vingaram; lembro-me da primeira vez que escrevi o nome “Tulani”! Era janeiro, era 2006…

Hoje inicio este site. Um lugar para compartilhar com vocês ideias, notícias, aventuras e novidades sobre os meus livros. Espero que seja um lugar para trazer a você um pouco de descanso e alegria. Pretendo deixar aqui algumas poesias também.

Posso contar pra você um sonho que tenho? Ter meus livros na sua estante.

Fique à vontade e seja muito bem-vindo aqui! Seus comentários serão sempre muito bem-vindos. Prometo fazer valer a pena cada visita aqui.

Um abraço,

Leo Pessoa