“O que esperar quando se está esperando?”

black and white sitting waiting young
Foto por Serkan Göktay em Pexels.com

Não pude evitar o título desse post! Foi mais forte do que eu…

O lançamento do meu novo livro “As pessoas invisíveis” está se aproximando! Sim, se ainda não te contei, será no dia 01/05/2019 às 15h!!!

Durante esses dias que antecedem ao lançamento, milhares de pensamentos surgiram e continuam a surgir.

Eu nunca fiz um lançamento para o meu primeiro livro “A caminho de Tulani”. Um dia a edição chegou em casa e comecei a mostrá-lo para as pessoas. Muitas destas pessoas nem imaginavam que eu tinha escrito um livro.

Aos poucos, o livro foi se espalhando, não por mérito de meus conhecimentos de marketing, mas graças ao apoio da minha esposa, dos meus irmãos, familiares, amigos e colegas…

Desta vez, o livro nasce diferente: Nasce anunciado! Nasce com data marcada. Porém, ele nasce com a mesma simplicidade, a mesma forma de escrever, o mesmo tom do primeiro livro. Sem pompa, sem ganância, sem intenções maiores.

Em poucos dias ele estará disponível na Amazon, no meio de milhares de outros títulos. Best-sellers estarão lá para mostrar a ele certa superioridade, mas sei que ele não vai se abater. Não, ele é simples, humilde, não se apega à títulos pré definidos e formulados.

O que eu espero? Que este livro encante você. Que ele traga ao seu coração um pouco de descanso em meio à um mundo tão corrido. Que ele traga sorrisos…

Um dos personagens de “As pessoas invisíveis” fez uma pergunta em uma certa manhã: “Você já olhou para o céu hoje?” Parece uma pergunta simples demais, mas é assustador perceber que muitas vezes a resposta para esta pergunta é: “Não… não deu tempo…”

O lançamento está chegando… Eu estou aqui esperando… Que a gente se encontre nas páginas de “As pessoas invisíveis” em breve.

 

 

Conto: A ponta do lápis

sharpened blue wooden pencil
Foto por Pixabay em Pexels.com

Um conto chamado “A ponta do Lápis”

Haveria algum motivo para eu ter sido presenteado com o mais ignorante dos estudantes? Vejo meus colegas, todos acompanhados de sábios.

O caso a seguir se passou no último dia do último semestre da minha experiência acadêmica. Deu-se durante o exame final de Cálculo. Meu inigualável proprietário não estava preparado – ignorante feito uma pedra. Quando as páginas do exame tocaram a mesa, senti o pavor que vinha da pele dele. Seus dedos suavam e eu logo notei o nojento toque. Li calmamente o que fora proposto pela questão. Entendi, compreendi e tracei um caminho lógico a seguir. Meu proprietário não leu, não pensou, não raciocinou. Apenas me tomou com aquela pinça malfeita com o dedo indicador e o polegar, tremendo. Os primeiros traços saíram feito caligrafia infantil. Envergonhei-me imediatamente. Tentei forçar-lhe a mão. “Tome postura!” Aquela era a nossa chance: dele de não ser reprovado, minha de ainda ter um mínimo de dignidade. Os primeiros cálculos que ele me forçou a fazer estavam por nos levar ao fundo do poço, ao buraco. “Você inverteu o sinal!”

Eu sinto saudades da sua irmã mais velha. Eu era dela. Eu tinha amigos de longa data lá. Nós éramos geniais! Um dia ela me emprestou para esse ignorante. Mas, não sou de reclamar o passado, o que escrevi está escrito. Ainda que tenha sido apagado por alguma borracha desaforada. Como tenho raiva daquelas!

Os outros estudantes saíam aos poucos. Ele me entortava, girava a mão estranhamente, mordia a língua, suava. Era cena terrível de ver, quanto mais de participar. Os outros lápis riam. Eu tentava manobras vãs. Por pura iluminação, lembrei-me da história dos velhos pastores, que depois de tentar por várias vezes resgatar ovelhas desgarradas com carinho, quebravam-lhe uma das pequenas patas para que aprendessem. Não havia outro caminho. Prendi a respiração, apertei os nervos e quebrei minha própria ponta. Doeu feito arrancar dente! O ignorante se assustou e deu um salto na cadeira. Congelou-se. O professor permitiu que ele me apontasse.

Eu escorregava num giro inútil no apontador. “É preciso atrito! Pare de suar!” Ele, então, passou as mãos na camisa, deu um inesperado suspiro e conseguiu se acalmar. Acalmando-se, me apontou. Apontando-me, se concentrou. Concentrando-se, entendeu. Os olhos brilharam e ele não suava mais. Senti seu coração acelerar. “Isso!” Ele correu até à mesa. Leu novamente o que já escrevera. Eu olhei para os outros lápis, confiante. Meu proprietário, decidido, tomou a borracha e desfez o absurdo. Como amo as borrachas! Seus movimentos desmentiam sinais invertidos, multiplicações incorretas, caligrafia de criança. Ele decidido, eu motivado. Éramos dupla perfeita. Ele era como um gênio. Conquistaríamos o mundo! Preenchíamos aquele exame, como quem compõe. “Gênio! Belo foi o momento em que sua irmã medíocre me presenteou com este gênio.” Estávamos nos aproximando da vitória. Memória de cálculo intocável. Letra firme e decidida. Ele sorria, confiante, ar de guerreiro romano. Eu realizado, apontado, ereto. De repente, um lápis caiu ao chão. Meu gênio se assustou. “Não! Não se distraia!” Senti o velho suor me tocar outra vez e na hora da conclusão, o ignorante, o pior dono que já tive inverteu o sinal. O positivo se negativou.
(Leo Pessoa)

 

Conto também disponível em: http://www.escritacriativa.com.br/?apid=7464&tipo=1&dt=-1&wd

O mundo mágico dos livros que não saem da minha gaveta

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Foto por Pixabay em Pexels.com

Uma pergunta que me fazem e agora vou responder: Quando virão os meus próximos livros e o porquê da demora em publicá-los?

 

Até hoje, escrevi três livros, somente um deles está publicado: “A caminho de Tulani“. Os outros dois (não publicados) se chamam: “As pessoas invisíveis” e “A cachoeira de prata”.

Acontece que eles já estão escritos e revisados há bastante tempo (e acredite: Bastante tempo mesmo!!) Porém, a publicação independente do meu primeiro livro me ensinou muitas coisas, mas também me sequelou bastante.

Quando a primeira edição chegou, ela veio dentro de uma vã e isso quer dizer que a carga era grande! Logo, o espaço para guardá-la precisava ser grande também. Confissão número 1 deste post: “Eu sou péssimo em divulgação!” Sendo péssimo em divulgação, depois que acabaram os familiares, amigos e conhecidos, continuei tendo estoque (e ainda tenho!) daquela primeira edição.

Eu sou escritor e não sei nada sobre controle de estoque, inventário, armazenamento, etc… e fui ficando frustrado ao ver aquele pequeno estoque de livros de capa laranja por toda a casa: cada porta um pequeno pacote deles.

Quando chegou a hora de publicar “As pessoas invisíveis” eu logo pensei nas consequências espaciais da decisão e desisti temporariamente (nem tão temporariamente assim, pelo visto!) da publicação.

Anos se passaram. Passei um longo tempo sem me preocupar muito com isso. Mas, o estoque continuava lá…

Até que um belo ano surgiu: 2018! Sim… 2018! Um ano onde conheci o Wattpad e o KDP da Amazon (sistema de publicação) e voltei a pensar na possibilidade de publicar meus livros novamente.

Você se lembra da minha primeira confissão deste post? Não? Então, vou repeti-la: “Eu sou péssimo em divulgação!” e esta é a última barreira que nos separa dos livros que estão no mundo mágico das minhas gavetas, dos livros publicados.

Confessar e assumir esta deficiência foi libertador! Hoje estou aprendendo… e isso significa que a publicação do próximo livro está muito próxima! Uma promessa: Não viraremos o ano sem a publicação de “As pessoas invisíveis”! Promessa é dívida e você pode me cobrar! Talvez, você me pergunte: “Mas, não dá pra antecipar?” E eu respondo: “Que ótima pergunta! Claro que dá!” Mas, não vou colocar uma contagem regressiva aqui no site, não por enquanto.

O que você acha?